O agricultor Edson Parra irá fornecer tomate-seco, picles e doces em calda para a gôndola do Condor. Ele contou que cerca de 70% dos produtos são cultivados na sua propriedade, em Ibiporã (14 km a leste de Londrina), e que toda a industrialização é feita pela família, envolvendo o trabalho de cinco pessoas.
''Fomos beneficiados pelo governo estadual com a isenção do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por isso nossos produtos, apesar de terem um custo de produção maior, conseguem ser competitivos no mercado'', disse Parra. Segundo ele, hoje, o consumidor está em busca de qualidade e não se importa em pagar mais caro por isso.
O produtor Ildo Dal Sasso, de Rolândia (25 km a oeste de Londrina), concorda. ''O produto agroindustrial não é caro e sim valioso. É 100% natural e preparado sem o uso de conservantes'', declarou. Dal Sasso fornecerá relishes e chutneys para o hipermercado londrinense.
Ainda ontem, o vice-governador e secretário estadual da Agricultura, Orlando Pessuti, repassou recursos que irão viabilizar as atividades das pequenas propriedades rurais nas cidades de Londrina e Rolândia. No total, foram destinados cerca de R$ 80 mil para os agricultores londrinenses e outros R$ 45 mil para os rolandienses.
Para Pessuti, a profissionalização dos pequenos produtores e a entrada em grandes varejistas é uma conquista ''que os agricultores não conseguiriam atingir sozinhos''. (M.G.)

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