Governo investe na erradicação da brucelose
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quinta-feira, 30 de outubro de 2003
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba A vacinação do rebanho bovino e bubalino é, agora, a prioridade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose. A partir de 1º de janeiro de 2004, pecuaristas de todo o País terão que comprovar a vacinação para o transporte dos animais. Essas doenças infecto-contagiosas, que podem ser transmitidas ao homem por meio do consumo de carne e leite ou derivados crus contaminados, comprometem a produtividade do rebanho e tornam o produto vulnerável às barreiras sanitárias, diminuindo sua competitividade no comércio internacional.
O gerente do programa junto ao ministério, José Ricardo Lobo, considera a etapa um marco para a redução da prevalência das doenças no rebanho brasileiro. Ele participou, ontem, em Curitiba, do ''Dia Estadual de Informação sobre Brucelose Animal'', promovido pela Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento. O evento foi realizado, simultaneamente, em todo o Estado.
O Mapa ainda não concluiu o levantamento da prevalência da brucelose e tuberculose. No período de 1988 a 1998, os dados de notificações oficiais indicaram que a prevalência de animais soropositivos para a brucelose se manteve entre 4% e 5%. Segundo Lobo, dos dados recebidos dos estados até agora, Goiás foi o que apresentou a maior prevalência nas propriedades: 17%.
A Secretaria Estadual da Agricultura deverá apresentar em 30 dias a análise da prevalência das doenças no Paraná. A coleta de material para análise já foi concluída, informou a chefe da sessão de Brucelose e Tuberculose da secretaria, Mariza Koloda. O Estado está acompanhando os passos do programa nacional realizando a vacinação nas bezerras com idade entre três e oito meses. No primeiro semestre deste ano, foram vacinadas 120 mil cabeças de um total de 720 mil.
O chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Seab, Alvarez Cherubine, reforça que a secretaria, a partir de janeiro de 2004, não emitirá a guia de trânsito animal para as propriedades que não comprovarem a vacinação em todos animais, que é feita por veterinários cadastrados.


