Governo intermedia reivindicação
O ministro Alcides Tápias, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, foi representado na solenidade da Cacique, ontem, por Benjamin Sicsú (foto), que responde interinamente pela pasta.
Sicsú falou a respeito da reivindicação do setor de café solúvel, representado pela Abics Associação Brasileira das Indústrias de Café Solúvel, presidida por Sérgio Coimbra, diretor da Cacique. Os empresários brasileiros querem isenção de imposto, como têm seus concorrentes latino-americanos. Em especial, a Colômbia (também fabricante do freeze dried).
O que a entidade pede é a intermediação do governo federal junto aos organismos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio, para que o País tenha tratamento similar e não recolha a taxa de 9% nos embarques de café solúvel para o exterior, o que onera os seus custos.
A este respeito, Sicsú afirmou que o governo está empenhado em intermediar a reivindicação do setor, assim como discute várias outras taxas irregulares que prejudicam setores como o da aço e açúcar. Nossa preocupação é evitar que se criem barreiras tarifárias mas surjam outras, técnicas, disse.
Sicsú previu que o País termine o ano com a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), reduzida esta semana de 11% para 10,25%, em apenas um dígito. Posso garantir que esta é a meta do governo. Se vamos cumprir ou se vão acontecer acidentes de percurso, não é possível prever.
Quanto à estimativa de exportação de US$ 100 bilhões até 2002, fixada pelo governo brasileiro no ano passado, Sicsú preferiu a moderação. Devemos falar em superávit da balança comercial de US$ 3 bilhões este ano, esquivou-se. Segundo ele, a meta de exportação é apenas um rumo. (R.M.)





