Governo inicia mobilização para preservar a MP 232
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quarta-feira, 23 de março de 2005
Denise Madueño<br>Agência Estado 
Brasília - O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, ''reassumiu'' ontem sua funções com a tarefa de preservar os interesses do governo na discussão da MP 232 - a que aumenta impostos de prestadores de serviço e corrige a tabela do imposto de renda em 10%. Ele já marcou uma reunião com os líderes de partidos aliados na Câmara e no Senado, na próxima segunda-feira, para discutir o assunto, na primeira reação do governo depois de quase um mês de derrotas na Câmara.
Rebelo parte para ação na tentativa de reorganizar a base governista, preservar projetos de interesse do governo e tentar evitar que o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), dê um ritmo à pauta de votações contrário ao que deseja o Palácio do Planalto.
O ministro teve que acelerar sua ação, já que Severino colocou a MP na pauta de votações da próxima terça-feira, antecipando em dois dias a data em que a medida passaria a trancar a pauta de votações e três dias antes de entrar em vigor a nova sistemática de pagamento de impostos criada pela MP.
Governistas, como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já admitem que se houver dificuldades na votação da MP 232, o governo deveria até retirá-la de pauta para abrir uma nova rodada de negociações.
A intenção da primeira reunião de Rebelo é fazer uma radiografia da base para saber com quantos e com quem o governo pode contar nas votações na Câmara para traçar uma estratégia realista, ''sem ilusões'', como resumiu um interlocutor do ministro. A ordem agora é permitir a votação dos projetos apenas quando houver a garantia de vitória.
O deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), vice-líder do governo na Câmara, também defende a retirada na MP do Congresso pelo governo caso haja risco de derrota na votação. ''Se não houver uma melhoria muito significativa, a possibilidade de a MP ser derrotada é grande'', disse Albuquerque.


