Governo garante negócios de térmicas
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sexta-feira, 05 de outubro de 2001
Agência Estado<br> Do Rio de Janeiro 
O governo vai ser o garantidor dos negócios de compra e venda de energia elétrica das térmicas que já estão prontas mas ainda não iniciaram operação porque não têm como fechar o pagamento dos contratos. Essa função de liquidante deveria ser exercida pelo Mercado Atacadista de Energia (MAE), que, por problemas regulatórios, está sendo postergada o início de funcionamento. Por isso, a estatal Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial (CBEE), criada em caráter emergencial, vai assumir esse papel. Mas, apesar do atraso no programa de geração energia térmica, o governo já afasta completamente o risco de apagões no Sudeste.
O coordenador da Câmara de Gestão da Crise Energética (GCE), Pedro Parente, informou que a liquidação dos negócios vai começar a ocorrer em junho do ano que vem. Até lá, Parente explicou que o governo vai adiantar aos geradores de energia parte do dinheiro, para cobrir o custo de operação das usinas, mas não especificou quanto de recursos poderá ser envolvido no processo. ''Quando as liquidações financeiras começarem a ocorrer o governo será reembolsado desse dinheiro, se o MAE já estiver funcionando'', explicou Parente.
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Franciso Gros, observou que as garantias do governo para as térmicas serão feitas com base no preço à vista - o preço que estaria sendo praticado no MAE - que hoje está em R$ 364 por megawatt/hora (MW/h) nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Mas Gros afirmou que será estabelecido um teto de preço para a concessão das garantias. ''Os geradores não têm de se preocupar com isso porque vamos usar o preço-MAE, mas um administrador público não pode assinar um cheque em branco. Temos de estabelecer um teto e caberá ao empresário definir o seu interesse comercial em utilizar a garantia da CBEE'', explicou.


