Depois de um ano e meio suspenso, o governo anunciou ontem a volta do CCR (Convênio de Crédito Recíproco), que funciona como uma espécie de seguro contra calotes para os exportadores. Detalhe: pela nova proposta, anunciada pelo ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, o CCR terá cobertura do Tesouro Nacional, no caso de inadimplência do importador.

O objetivo da medida, afirma Amaral, é incrementar os negócios do Brasil com outros países da América Latina, cujo risco de exportação é elevado, o que aumenta os prêmios pedidos pelas seguradoras. Antes, a garantia era dada pelo Banco Central, como ainda ocorre nos outros países.

Segundo Amaral, o CCR é ''uma demanda legítima do exportador. E atenderá particularmente os setores de bens de capital e serviços'', cujos contratos de exportação são de longo prazo.

Benedito Moreira Fonseca, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, disse que com o CCR vai haver um crescimento expressivo das exportações, principalmente de projetos de engenharia da América Latina, que estavam paralisados.

Para Amaral, a balança comercial no próximo ano deve acumular superávit de US$ 5 bilhões. A previsão foi compartilhada pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan, e pelo secretário-executivo da Camex (Câmara de Comércio Exterior), Roberto Giannetti da Fonseca. Eles participaram ontem no Rio do 21º Enaex (Encontro Nacional de Comércio Exterior). (Agência Folha)

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