O ministro do Desenvolvimento, Comércio e Indústria, Alcides Tápias, lançou ontem o Programa de Exportações 2001, um conjunto de 11 medidas que têm como meta elevar em 20% ao ano, a partir de 2001, o comércio exterior do País. Segundo Tápias, o programa (leia ao lado) tem três objetivos para o setor: redução dos custos de exportação, estímulo ao desenvolvimento das estratégias empresariais e a difusão da cultura exportadora. O anúncio foi feito durante o 20º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro, que reuniu empresários e autoridades da área econômica, como o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga.
Em discurso aos empresários, Pedro Malan comparou a esforço que o setor privado deveria fazer ao dos atletas brasileiros que ganharam medalhas nas Olimpíadas para esportistas portadores de deficiência física. Ontem, eles cumprimentaram a platéia e foram apresentados como exemplo de projeção da imagem brasileira no exterior. ‘‘Garra, persistência e determinação semelhantes devem ser exigidas de empresas que se lançam no mercado externo’’, disse.
Malan ouviu de um jornalista uma reação típica de exportadores presentes ao encontro: ‘‘As medidas novas não são necessariamente boas, e as boas não são necessariamente novas’’. O ministro riu e comentou: ‘‘Essa é uma frase de um primeiro-ministro inglês, lá se vão 150 anos, que muitos, quando não tem nada a dizer, repetem porque dá a idéia de um profundo entendimento das coisas’’.
Malan devolveu a crítica dos exportadores que consideraram tímidas as medidas anunciadas pelo governo. ‘‘É sempre possível fazer mais. Não só o governo, mas as empresas também’’, afirmou em entrevista a jornalistas.

O PACOTE DA EXPORTAÇÃO

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