O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Martus Tavares, afirmou ontem que não está descartada a possibilidade de prorrogação da vigência da CPMF ao longo de todo o próximo ano. Por lei, a CPMF continua em vigor até junho de 2002. Martus disse que nenhuma alternativa está descartada e a prorrogação é uma delas. Ele afirmou que o governo precisa de uma solução para encontrar uma receita equivalente aos R$ 18 bilhões anuais que hoje são arrecadados com a contribuição.
Isto não significa, segundo Martus, que uma solução para o imposto vá trazer aumento da carga tributária, pois deve haver a substituição de um imposto pelo outro. Segundo o ministro, existe uma rigidez muito grande no volume de gastos e o governo precisa encontrar uma alternativa para a fonte de receitas da CPMF.
A definição desta alternativa, segundo Martus, terá de sair até o final do primeiro semestre, entre julho a agosto, quando o projeto de lei orçamentária para 2002 será encaminhado ao Congresso. O ministro disse que o governo vai trabalhar para uma solução técnica eficaz, mas ao mesmo tempo política, que passe pelo Congresso. O ministro evitou, no entanto, relatar quais as demais alternativas que o governo estuda para substituir a CPMF.
Ele também disse que o governo faz um grande esforço junto às lideranças do Congresso para a aprovação da cobrança dos servidores inativos, e que há governadores apoiando a proposta. Martus esteve com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, discutindo o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano que vem.

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