O secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Hélio Mattar, disse ontem que se os três Estados fabricantes de automóveis e utilitários leves - São Paulo, Minas Gerais e Paraná - não contribuirem com a redução do Imposto de Circulação de Mercadorias (ICMS) no acordo que pretende diminuir os preços dos automóveis e garantir o emprego dos trabalhadores do setor automotivo, não será possível finalizar a negociação. ‘‘Para o governo federal não há acordo por adesão’’, ressaltou, explicando que ‘‘a princípio trata-se de um acordo de três partes - montadoras, governo federal e governo estadual’’.
Segundo o secretário, até ontem apenas o governo de São Paulo, cujo secretário do Trabalho, Walter Barelli, participou da reunião realizada nesta quarta-feira para discutir o acordo, concordou em reduzir o ICMS para os veículos populares e médios em três pontos percentuais. Ele mostrou-se otimista com a adesão do governo do Paraná, que enviará representantes à reunião que acontecerá hoje às 11h, no Ministério da Fazenda, em São Paulo e na qual a expectativa é de concluir as negociações.
O governo de Minas Gerais, até o final da tarde de ontem, informou Mattar, ainda não havia feito nenhuma manifestação sobre o assunto. O secretário disse que se Minas Gerais não participar, será inviável fazer o acordo porque seria injusto com as montadoras daquele Estado.

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