Brasília - O governo anunciou ontem que o corte no Orçamento Geral da União de 2014 alcançará R$ 44 bilhões. Com o corte, o governo pretende atingir este ano um superavit primário equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), correspondente a todo o setor público consolidado, buscando com isso manter os fundamentos da economia e a confiança dos investidores internacionais e do mercado interno.
O valor, este ano, foi superior ao verificado em 2013, que alcançou R$ 38 bilhões, mas inferior ao enxugamento ocorrido em 2012 (R$ 55 bilhões) e em 2011 (R$ 50,1 bilhões). Do total, R$ 13,5 bilhões são despesas obrigatórias e R$ 30,5 bilhões correspondem a despesas discricionárias.
Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o enxugamento orçamentário constituiu uma boa sinalização aos mercados interno e externo, tendo em vista as turbulências econômicas internacionais do momento. Ele afirmou que, após os cortes verificados, haverá um aumento no otimismo dos agentes econômicas em relação ao Brasil.
Mantega disse que, com o corte, o governo economizará R$ 80,8 bilhões, número maior do que a economia verificada em 2013, quando este patamar chegou a 75,3 bilhões.
As previsões do governo foram feitas com base na manutenção dos seguintes parâmetros da economia brasileira: superavit primário de 1,9% do PIB, equivalente a R$ 99 bilhões; inflação de 5,3% e dólar na faixa de R$ 2,44.
O ministro acrescentou ainda que a meta do superavit primário representa uma mensagem para toda a sociedade de solidez fiscal. "A mensagem que estamos dando para toda a sociedade - não para o mercado - é que continuamos a trajetória de solidez fiscal, de modo que as contas públicas possam continuar bastante sólidas, mantendo a trajetória que vem ocorrendo há algum tempo", disse Mantega.
Para ele, a política fiscal que o governo persegue "contribui para que a política monetária seja menos severa". Ele afirmou que o superavit perseguido ajuda a conter a despesa do Estado e, consequentemente, contribuiu para a redução da inflação. "Isso ajuda a ter uma inflação mais baixa. A inflação está mais moderada e estamos trabalhando com uma inflação mais moderada em 2014 do que em 2013."
A ministra do Planejamento, Miriam Belquior, disse que foram preservados os investimentos considerados prioritários e que foram preservados integralmente recursos dos ministérios da Saúde, da Educação, do programa Brasil Sem Miséria e do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Imagem ilustrativa da imagem Governo federal corta R$ 44 bi no Orçamento




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