Governo fecha renegociação das dívidas
O diretor de crédito rural do Banco do Brasil, Ricardo Conceição, deu como certa a emissão de títulos do governo para alongar as dívidas do setor rural adquiridas antes de 20 de junho de 1995. A medida foi acertada pela Frente Parlamentar para a Agricultura, ministérios da Fazenda e Agricultura, e Banco Central e deverá ser aprovada pelo Conselho Monetário Nacional, que se reúne amanhã. As dívidas pendentes somam R$ 5,1 bilhões, sendo que a maioria é de produtores que devem mais de R$ 200.000,00.
Poderá ser enquadrado nesse novo modelo de renegociação das dívidas a parcela de R$ 200 milhões, que está sendo questionada na Justiça porque os agricultores não concordam com a diferença na correção monetária cobrada na época do governo Collor. Mas segundo Conceição, esse enquadramento está condicionado à renúncia dos agricultores de recorrer à Justiça. Cerca de 50.000 produtores poderão ser beneficiados com a renegociação.
Através desse novo modelo, o governo emite títulos do Tesouro Nacional no prazo de 20 anos, que será corrigo pelo IGPM e deságio de 12% ao ano. O agricultor compra o papel no valor de sua dívida, pagando 10,37% sobre o valor de face e paga juros e correção monetária até o prazo que vence o título. Para dívidas até R$ 500.000,00 deverão incidir a correção do IGPM mais 8% ao ano. As dívidas até R$ 1 milhão, IGPM mais 9% ao ano. (V.C.).





