Governo evitará volta da indexação, segundo Palocci
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quarta-feira, 13 de novembro de 2002
Agência Estado 
Brasília Uma das principais bandeiras dos sindicatos ao longo dos anos 80, a indexação salarial, foi condenada ontem pelo coordenador da transição para o novo governo, Antônio Palocci. ''A indexação não é desejável em nenhum aspecto, não só na questão salarial'', afirmou. A pressão pela correção do salário cresce à medida que a inflação dá mostras de ganhar fôlego.
Palocci admitiu que o crescimento da inflação impõe um desafio para o novo governo: evitar o aumento de preços sem impor mais restrições ao crescimento econômico. ''Temos afirmado que travaremos uma luta implacável contra a inflação'', disse. ''Mas ela não se dará por medidas exóticas, heterodoxas ou mágicas.''
Na sua avaliação, a economia já vive um ambiente melhor do que o imediatamente anterior às eleições. A taxa de risco-país caiu e a cotação do dólar, que bateu em R$ 4,00, agora está na casa de R$ 3,50. ''Isso não é pouca coisa'', comentou. Segundo Palocci, a alta da inflação foi provocada, basicamente, pelo efeito da desvalorização do real ante o dólar, que encareceu a importação de petróleo e outros produtos, com reflexo nos preços. Ao contrário do que ocorria nos anos 80, a inflação não se dá por excesso de demanda.
Segundo Palocci, assim como a alta do dólar teve um impacto sobre os preços, também a queda na cotação deverá ter reflexos na direção oposta.


