Agência Estado
De Brasília
O governo estuda um reajuste de 10% para o salário mínimo, acima da inflação de 7% projetada para 12 meses. O salário atual de R$ 136 passaria a R$ 150 em 1º de maio. Os demais benefícios pagos pelo INSS que ultrapassam o valor de um salário deverão ter correção menor em junho, na casa dos 7%, de acordo com informações de qualificada fonte da equipe econômica.
O anúncio do novo salário mínimo, normalmente feito às vésperas de 1º de maio, deverá ser antecipado para reduzir as pressões políticas. O PFL e a oposição propõem elevar o mínimo para US$ 100 (R$ 178 hoje), valor descartado pelo governo, que alega o impacto negativo no déficit da Previdência, estimado em R$ 10 bilhões em 2000.
O ministro da Previdência, Waldeck Ornelas, que pertence ao PFL, calculou em R$ 3 bilhões o acréscimo anual das despesas do INSS. Essa estimativa levou em consideração o reajuste de 10% para o mínimo e 7% para os demais benefícios. Nas contas dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento esse impacto é maior: R$ 5 bilhões.
Parte desse acréscimo de despesas já está prevista na proposta do Orçamento da União, que tramita no Congresso. O governo previu em R$ 63,3 bilhões o total dos benefícios a serem pagos neste ano pelo INSS. Esse montante embute o reajuste de cerca de 7% para todos os beneficiários da Previdência, mais o crescimento determinado pela entrada de novos aposentados e pensionistas no sistema, de 2,9% ao ano.

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