Governo estuda queda gradual do IOF
Agência Folha
De Brasília
O Banco Central divulga hoje um conjunto de medidas para tentar reduzir os juros cobrados nos bancos. Preocupado com a redução de receita, o governo estudava ontem a possibilidade de queda gradual para o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
A idéia inicial era zerar o IOF. Na semana passada, ainda sob o impacto da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que proibiu a a contribuição previdenciária dos servidores inativos, já se falava em reduzir a alíquota anual do IOF nos empréstimos para pessoas físicas de 6% para 1,5%. Os detalhes das medidas, que serão anunciadas pelo presidente Fernando Henrique e explicadas pela diretoria do BC, estavam sendo fechados ontem.
De janeiro a setembro deste ano, a arrecadação do IOF cresceu 32,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Ou seja, passou de R$ 3,269 bilhões para R$ 4,333 bilhões. Mas esses números não podem ser comparados porque, neste ano, o governo aplicou, de 24 de janeiro a 17 de junho, um adicional de 0,38 ponto percentual do IOF para compensar a perda de outras receitas.
Outra medida que pode ser anunciada é a redução do compulsório sobre os depósitos à vista que os bancos recolhem ao BC. Hoje em 65%, esse compulsório deverá passar para 55%. Se adotada, essa medida poderá liberar aproximadamente R$ 3 bilhões para empréstimos.
O BC também deverá anunciar medidas para combater a inadimplência, que é considerada um dos principais motivos pelos quais os bancos cobram juros altos.





