Brasília - O prazo para os contribuintes de planos de previdência complementar escolham o sistema pelo qual preferem recolher o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) pode terminar nesta sexta-feira, dia 1º de julho. O governo quer estendê-lo para o final do ano, mas até o início da noite de ontem, os técnicos ainda corriam contra o tempo para encontrar uma fórmula que permitisse adiar esse prazo para 30 de dezembro.
A intenção do ministro da Previdência, Romero Jucá, era introduzir um artigo na MP 242, que trata do auxílio-doença, alterando a data de opção. No entanto, não houve acordo para alterar a MP ontem e se não houver entendimento hoje, o governo estará com um problema em mãos. Uma alternativa seria editar outra MP, independente da 242, e prorrogar o prazo.
Em dezembro passado, o governo criou um novo sistema de cálculo do IRPF para estimular as pessoas a manter sua aplicação por um prazo mais longo. Esse sistema, chamado ''regressivo'', começa tributando os benefícios em 35%, mas a alíquota vai sendo reduzida conforme o prazo em que a aplicação é mantida, podendo ficar em 10%.
Foi, então, aberto um prazo para as pessoas que têm aplicação em fundo de pensão decidirem se querem aderir a esse sistema ou se ficam no antigo (em que o IR é calculado pela mesma tabela aplicada sobre os salários).
O Ministério da Previdência Social garante que, se depender dos esforços do ministro Romero Jucá, o prazo de opção vai ser ampliado para o mês de dezembro. Porém, se não for encontrada nenhuma solução hoje, o prazo de opção se encerrará amanhã.

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