Governo estuda medidas para ajudar produtores
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Até quarta-feira da semana que vem, o prefeito de Realeza (75 quilômetros a oeste de Francisco Beltrão), Eduardo André Gaievski, espera ter uma resposta do governo do Estado sobre as medidas de apoio ao produtores rurais prejudicados pela estiagem prolongada. O município foi o primeiro, entre os cerca de 27 da região Sudoeste, a decretar situação de emergência.
Ontem, Gaievski se reuniu com o secretário da Casa Civil, Caíto Quintana, em Curitiba, para apresentar uma pauta de reivindições. Segundo ele, o governo se comprometeu em dar apoio à abertura de bebedouros para os animais e de implementar no município o programa de calçamento de estradas rurais ''Caminhos da Roça'', além de fornecer sementes para os pequenos agricultores, assim que voltar a chover.
Para o prefeito, as frentes de trabalho geradas pelo programa Caminhos da Roça podem ajudar, temporariamente, os trabalhadores rurais que ficaram desempregados. ''São cerca de 1,5 mil pessoas que dependem da agricultura e que estão em uma situação de extrema vulnerabilidade social'', afirmou.
Em nota distribuída pela Agência Estadual de Notícias, Quintana afirmou que a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento está estudando alternativas para ajudar os produtores afetados pela estiagem. ''Tenho a certeza de que, nos próximos dias, nós teremos medidas de apoio, principalmente ao pequeno produtor''.
Ação conjunta - A Direção Geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-Sul/CUT), reuniu-se ontem em Chapecó (SC) para discutir a estiagem no Sul do Brasil e elaborar uma pauta de reivindicações dos sindicatos ligados à Federação nos três Estados do Sul a ser encaminhada aos governos estaduais e federal. Em Santa Catarina, Estado mais atingido pela estiagem deste ano agrícola, 75 municípios já decretaram situação de emergência.
Entre as propostas apresentadas pelo representante do Paraná, Luiz Pirin, de Francisco Beltrão (sudoeste do Estado) estão a da cobrança de agilidade nos processos de liberação do Proagro Mais, que é o seguro dos agricultores familiares contratantes do Pronaf, cujos levantamentos são realizados por empresas prestadoras de serviços para o Banco do Brasil; e a anistia das dívidas dos agricultores familiares que prorrogaram os vencimentos do ano passado para este ano, em função da seca anterior. Para os agricultores familiares que não fizeram o financiamento, a solicitação é de que os governos estaduais e o federal paguem uma bolsa-estiagem.


