Rio de Janeiro Depois do Programa Primeiro Emprego - que deverá sair do papel semana que vem - o governo estuda o lançamento de um programa de ocupação de mão-de-obra em Frentes Sociais de Trabalho. O projeto está sendo finalizado no Ministério do Trabalho e será apresentado até a segunda semana de novembro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os postos serão abertos em atividades de infra-estrutura, saúde, construção civil e educação.
A informação foi dada ontem pelo diretor do Departamento de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho, Carlos Augusto Simões Gonçalves, durante evento promovido pelo Instituto de Econonia (IE), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A idéia é utilizar o cadastro do Sistema Nacional de Empregos (Sine), levando em conta os trabalhadores que estão procurando emprego há mais tempo e famílias que estejam saindo de programas de compensação.
Ainda não há valores para o projeto, nem a meta a ser atingida. A idéia é empregar pessoas em ações vinculadas à área social, como recuperação de escolas, estradas e hospitais, participação em unidades da saúde, construção civil e habitação popular.
Sobre o Programa de Primeiro Emprego, Gonçalves comentou que deverá se tornar operacional na semana que vem, o que depende, ainda de decisão final do governo.
Gonçalves também informou que está em estudo no âmbito do Conselho Deliberativo do Fundo de Apoio ao Trabalhador (Codefat), do qual é secretário-executivo, a ampliação do acesso direto aos recursos do fundo. Atualmente, o acesso se dá apenas por meio dos bancos públicos federais (Banco do Brasil, Caixa Econômica, BNDES, Basa). A idéia é abrir o acesso para centrais de cooperativas de crédito e bancos cooperativados.
No caso do BNDES, além de o banco não ter capilaridade (rede de agências), a institiuição financia investimento, e não custeio, explica Gonçalves. No curto prazo, uma alternativa seria estudar formas de o banco de fomento passar a atender, também, o custeio de empresas.

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