Governo estuda facilitar as importações para reduzir preço
Governo estuda facilitar as
importações para reduzir preço
Agência Estado
O governo está analisando formas de facilitar a importação de alimentos para reduzir o preço da cesta básica. A informação foi dada ontem pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Amaury Bier. Há várias maneiras de aumentar a oferta desses produtos, e estamos analisando a melhor forma de fazê-lo, disse. O preço da cesta básica atingiu seus níveis mais elevados desde o Plano Real, segundo admitiu o secretário.
Segundo Bier, o preço da cesta básica está sendo influenciado pela alta nos preços do arroz, feijão e milho. Mas ele não arriscou uma avaliação sobre como vão se comportar os preços nas próximas semanas. Não dá para traçar uma tendência por enquanto, mas acreditamos que não deve haver nenhum aumento expressivo, disse. O mais provável seria uma estabilização no curto prazo.
De acordo com informações do assessor especial do ministro da Fazenda para Assuntos Agrícolas, Gerardo Fontelles, o governo poderia ampliar o prazo de financiamento nas importações de arroz, limitado hoje a 30 dias, para facilitar o ingresso do produto importado. Segundo Fontelles, a liberação do prazo é mais eficiente do que a própria redução das alíquotas do Imposto de Importação. No caso do feijão, no entanto, não há necessidade de adoção de nenhuma medida, já que a safra de feijão irrigada começa a ser colhida no próximo mês.
Em relação ao milho, ainda segundo Fontelles, tampouco há grande preocupação. O governo ainda dispõe de um estoque de 4 milhões de toneladas, que podem ser colocadas no mercado. E, além disso, a perspectiva é de uma safra recorde no Hemisfério Norte, o que contribuirá para a normalização do abastecimento e, consequentemente, para a queda do preço do produto a partir de setembro, justamente quando se inicia o período de entressafra no Brasil.
Apesar da elevação do preço da cesta básica, a inflação está em queda, segundo dados apresentados ontem no Boletim de Acompanhamento Macroeconômico. Na série de 12 meses terminada em março, a média acumulada dos índices de inflação foi de 4,35%, enquanto a série concluída em fevereiro tinha uma média de 4,9%. Segundo Bier, o aumento da cesta básica foi compensado pela queda nos preços de serviços e aluguéis.





