Curitiba - O Porto Matarazzo, em Antonina, pode ter um novo proprietário. O governo do Estado estuda a possibilidade de comprar a área para anexá-la ao Porto de Antonina. O novo cais serviria para a atracação de navios de menor porte e de turismo.
Os planos da proprietária do porto, Eneida Matarazzo, são realizar o arrendamento para uma empresa que faria a restauração do local. Até agora, há duas companhias interessadas. O valor para fazer o trabalho ainda será calculado. Ela não tem uma estimativa do investimento necessário para comprar o porto. ''O valor não é só o do terreno, mas o potencial de exploração do porto'', disse.
Segundo ela, uma parte do imóvel é irrecuperável. Isso porque o filho de Eneida tinha alugado o local para armazenar adubos químicos e caroço de algodão, produtos que corroem paredes e teto. Ainda de acordo com a proprietária, o porto funcionou até 1999 arrendado para uma empresa do Rio de Janeiro que acabou falindo.
O governador Orlando Pessuti acredita que a compra permitiria ampliar o Porto de Antonina e estruturar mais um espaço portuário no litoral paranaense.
O porto tem 220 metros de cais, que permitem a atracação de navios de 155 metros de extensão e vinte pés (o equivalente a seis metros) de calado. Caso volte a funcionar, serão necessárias obras de dragagem para a atracação de navios de 33 pés (dez metros) de calado.

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