Governo estuda 2º gasoduto Brasil-Bolívia
Luciana Pombo
De Curitiba,
com agências
O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho Neto, disse ontem em Curitiba, durante o lançamento no Paraná da construção de cinco termoelétricas e ampliação de mais uma, que o governo acrescentará 26 mil megawatts (MW) de energia elétrica ao sistema até o ano 2004, dos quais 11 mil MW virão de usinas termoelétricas. Para atingir essa meta, o Ministério estuda a construção de um segundo gasoduto ligando o Brasil à Bolívia, afirmou Tourinho. Segundo o ministro, a instalação das termoelétricas em todo o País marca a transição por que passa o sistema elétrico brasileiro. Além de deixar o modelo estatal e passar a ter suporte financeiro garantido pela iniciativa privada, ele ressaltou a transição de matriz energética, aumentando a participação do gás natural de 3% para 12%.
O governador do Paraná Jaime Lerner assinou com o ministro o termo de compromisso para as seis termoelétricas no Estado - uma das quais, apenas ampliada. As usinas serão instaladas em Figueira, Londrina, Pitanga e duas em Araucária - sendo uma delas na Refinaria Getúlio Vargas (Repar), usando como fonte geradora de energia o resíduo asfáltico. A Usina de São Mateus do Sul terá a capacidade de produção de energia para 70 megawatts, utilizando a reserva de rejeitos de xisto da região. A usina de Figueira (Norte Pioneiro) terá capacidade ampliada de 20 para 120 megawatts.
Os convênios firmados, segundo o ministro Rodolpho Tourinho Neto, irão permitir um aumento de um terço na capacidade de produção da Copel, diminuindo o desequilíbrio existente hoje no País entre a procura e a oferta de energia. Estamos numa época de transição entre o modelo estatal para o modelo de livre iniciativa e é natural que sejam gerados certos desconfortos, disse.
O programa de construção de termoelétricas faz parte de um projeto do governo federal para aumentar a capacidade de produção de energia. A intenção é aumentar, também, de 9% para 19% a capacidade instalada de termoelétricas nos próximos dez anos. Além do Paraná, estão investindo em termoelétricas os Estados de São Paulo, Bahia, Pernambuco e Espírito Santo. As usinas que serão produzidas no Paraná irão fazer com que o Estado mantenha a posição de destaque que tem no País como exportador de energia, acrescentou.
O governador Jaime Lerner destacou a importância da implantação das usinas para a geração de empregos no Paraná. Tenho a certeza que estas usinas irão consolidar a posição estratégica do Estado no País e atrair ainda mais empresas para cá, com a garantia que temos infra-estrutura para recebê-las, declarou.





