O governo federal quer estimular o uso do seguro agrícola no País. Medidas para tornar mais atraente esse tipo de seguro já estão sendo estudadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e em breve serão analisadas pelo Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Mercado de Capitais e Poupança de Longo Prazo, presidido pelo presidente do Banco Central, Armínio Fraga.
‘‘Queremos tornar o seguro agrícola algo mais atraente para as seguradoras e ao mesmo tempo, com o aumento da oferta, reduzir o custo para o agricultor’’, disse à Agência Estado o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Edward Amadeo, que é secretário-executivo do grupo de trabalho.
Para Amadeo, o desenvolvimento do seguro agrícola será um fator importante para dar mais tranquilidade ao agricultor. Segundo ele, a Susep está estudando um seguro privado por meio de um fundo que já existe e é de responsabilidade do Banco Central, o Fundo do Seguro Rural.
Esse fundo seria o garantir do seguro privado. ‘‘Terão que ter regras de contribuição das seguradoras para o fundo para que ele sirva de reservas de última instância para determinadas circunstâncias’’, explicou o secretário.
Hoje não existe praticamente seguro para a agricultura, que é muito pouco usado. ‘‘O problema é que quando o agricultor não tem seguro ele tem que arcar sozinho com os riscos de alguma quebra de safra’’, disse Amadeo. ‘‘Isso termina onerando o crédito e criando menos insegurança e, portanto, menos incentivo para produzir’’.

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