A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) prestou homenagem ontem ao conselheiro do jornal Folha de Londrina, José Eduardo de Andrade Vieira. A cerimônia aconteceu durante premiação do concurso Qualidade Café do Paraná. A homenagem teve o intuito de agradecer os serviços prestados à cafeicultura, quando José Eduardo esteve à frente dos ministérios da Indústria e Comércio (nos anos 92 e 93) e da Agricultura, Pecuária e Reforma Agrária (95 e 96).
  A solenidade foi comandada pelo vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), secretário estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab), em nome do governo estadual. Pessuti lembrou do trabalho desenvolvido por José Eduardo no ministério, quando ele Pessuti era deputado estadual. No final de 95, o governo estadual lançou o programa ‘‘Ouro Verde’’, que tinha por objetivo incentivar o cultivo do café de qualidade. O Ministério da Agricultura, por sua vez, investia em uma política internacional de preços.
  ‘‘O Zé Eduardo (José Eduardo de Andrade Vieira) tem uma história de vida ligada ao setor produtivo rural, à pecuária e à lavoura. Ele desenvolveu um trabalho com boas soluções e ajudou a Assembléia Legislativa no programa Ouro Verde, que apoiou os cafeicultores a desenvolver um programa de qualidade’’, disse Pessuti. O vice-governador ainda manifestou alegria pelo fato de Andrade Vieira estar na Folha e disse que sente orgulho da Folha, como norte-paranaense.
  Como menção honrosa, a Seab entregou a Andrade Vieira um diploma de participação do programa Qualidade Café Paraná; uma placa de homenagem pelos serviços prestados à frente do Ministério da Agricultura; um livro e um CD que contam a história dos 60 anos da Seab; um botton do programa café de qualidade; e uma medalha de honra ao mérito. José Eduardo agradeceu a homenagem e disse que gostaria de dividi-la com todos os presentes, com a família e com seus mais de 1,1 milhão de eleitores.
  Na época em que José Eduardo esteve à frente do Ministério da Agricultura, os cafeicultores sofriam com a política internacional de preços, imposta por países como Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Inglaterra (os maiores torrefadores do mundo). Por iniciativa do então ministro, foi criada a Associação dos Países Produtores de Café (APPC) que conseguiu elevar o preço internacional da saca de café. A saca era comercializada por US$ 40 e, após seis meses da criação da APPC, o preço foi elevado para US$ 80 e chegou a bater nos US$ 110, a saca.
  Através de um extenuante trabalho de convencimento de países produtores de café, a proposta era segurar a comercialização do produto por um ano para fazer baixar os estoques internacionais que, na época, não eram revelados. Se filiaram a APPC todos os grandes países produtores: Brasil, Colômbia, Costa Rica e Costa do Marfim. A Malásia não participou, mas seguiu a política da APCC. Somente o Vietnã, um país comunista, não participou.
  ‘‘Graças a esse trabalho, o Brasil voltou a ser um grande produtor de café. Em 95 a nossa produção era de 18 milhões de sacas; hoje são 30 milhões’’, afirma Andrade Vieira. Outro programa desenvolvido foi o melhoramento da qualidade do café, com a erradicação dos cafezais de baixa qualidade e a retirada do mercado desse tipo de grão.

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