Governo estadual homenageia José Eduardo
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sexta-feira, 11 de novembro de 2005
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) prestou homenagem ontem ao conselheiro do jornal Folha de Londrina, José Eduardo de Andrade Vieira. A cerimônia aconteceu durante premiação do concurso Qualidade Café do Paraná. A homenagem teve o intuito de agradecer os serviços prestados à cafeicultura, quando José Eduardo esteve à frente dos ministérios da Indústria e Comércio (nos anos 92 e 93) e da Agricultura, Pecuária e Reforma Agrária (95 e 96).
A solenidade foi comandada pelo vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), secretário estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab), em nome do governo estadual. Pessuti lembrou do trabalho desenvolvido por José Eduardo no ministério, quando ele Pessuti era deputado estadual. No final de 95, o governo estadual lançou o programa Ouro Verde, que tinha por objetivo incentivar o cultivo do café de qualidade. O Ministério da Agricultura, por sua vez, investia em uma política internacional de preços.
O Zé Eduardo (José Eduardo de Andrade Vieira) tem uma história de vida ligada ao setor produtivo rural, à pecuária e à lavoura. Ele desenvolveu um trabalho com boas soluções e ajudou a Assembléia Legislativa no programa Ouro Verde, que apoiou os cafeicultores a desenvolver um programa de qualidade, disse Pessuti. O vice-governador ainda manifestou alegria pelo fato de Andrade Vieira estar na Folha e disse que sente orgulho da Folha, como norte-paranaense.
Como menção honrosa, a Seab entregou a Andrade Vieira um diploma de participação do programa Qualidade Café Paraná; uma placa de homenagem pelos serviços prestados à frente do Ministério da Agricultura; um livro e um CD que contam a história dos 60 anos da Seab; um botton do programa café de qualidade; e uma medalha de honra ao mérito. José Eduardo agradeceu a homenagem e disse que gostaria de dividi-la com todos os presentes, com a família e com seus mais de 1,1 milhão de eleitores.
Na época em que José Eduardo esteve à frente do Ministério da Agricultura, os cafeicultores sofriam com a política internacional de preços, imposta por países como Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Inglaterra (os maiores torrefadores do mundo). Por iniciativa do então ministro, foi criada a Associação dos Países Produtores de Café (APPC) que conseguiu elevar o preço internacional da saca de café. A saca era comercializada por US$ 40 e, após seis meses da criação da APPC, o preço foi elevado para US$ 80 e chegou a bater nos US$ 110, a saca.
Através de um extenuante trabalho de convencimento de países produtores de café, a proposta era segurar a comercialização do produto por um ano para fazer baixar os estoques internacionais que, na época, não eram revelados. Se filiaram a APPC todos os grandes países produtores: Brasil, Colômbia, Costa Rica e Costa do Marfim. A Malásia não participou, mas seguiu a política da APCC. Somente o Vietnã, um país comunista, não participou.
Graças a esse trabalho, o Brasil voltou a ser um grande produtor de café. Em 95 a nossa produção era de 18 milhões de sacas; hoje são 30 milhões, afirma Andrade Vieira. Outro programa desenvolvido foi o melhoramento da qualidade do café, com a erradicação dos cafezais de baixa qualidade e a retirada do mercado desse tipo de grão.


