Governo elevou tributação sobre trabalho e consumo
Estudo do Unafisco concluiu que a retenção do Imposto de Renda sobre os assalariados cresceu 68%, quase o dobro da inflação admitida pelo governo, no período de 1996 a 2000. O presidente da Unafisco, Paulo Gil Hölck Introíni dize que a não correção da tabela de incidência do IR impõe aos assalariados uma carga adicional até cinco vezes maior que há cinco anos. E seis milhões de brasileiros foram incluídos no rol de declarantes, gente que, até então, estava isenta, em virtude de seus parcos rendimentos.
O estudo mostrou que no mesmo período, a arrecadação da Contribuição Social (Cofins) cresceu 123% e passou a representar, isoladamente, quase um quarto da arrecadação tributária da União. A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), só em 2000, arrecadou quase três vezes mais do que o seu antecessor, o IPMF.
Ele diz também que, como os demais tributos indiretos, essas duas contribuições são repassadas aos preços das mercadorias e serviços e acabam sendo pagos pelos consumidores finais, que quanto mais pobres, mais são onerados.
O estudo enfatiza ainda que os sucessivos recordes de arrecadação dos últimos cinco anos, foram conseguidos à custa do aumento da tributação do trabalho e do consumo, da sobretributação dos trabalhadores e dos consumidores.





