Curitiba - O governo do Paraná economizou R$ 3,5 milhões com o uso de softwares (programas de computador) com código aberto, ou seja, que não exigem o pagamento de licenciamento, de maio a agosto no Estado. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano foi a primeira a ter todos os seus equipamentos munidos coms os novos softwares e já obteve uma economia de R$ 350 mil. O Procon, a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e parte da Secretaria de Estado do Trabalho e Ação Social já estão usando os programas abertos.
''Essa é uma forma de concretizar a informática pública'', afirmou o governador em exercício, Orlando Pessuti. A educação pública do Estado também já está sendo beneficiada pela mudança. Os telecentros que disponibilizam computadores para a população mais carente já estão operando com softwares com código aberto. Pessuti explica que isso possibilita que o número de máquinas seja ampliado nestes locais. De acordo com a Companhia de Informática do Paraná (Celepar), o sistema Linux (semelhante ao Windows) será implantado na rede Escolar do Estado, economizando US$ 60 milhões com registros de programas.
Buscando incentivar o uso destes programas, o secretário especial para Assuntos Estratégicos, Nizan Pereira, lançou oficialmente a Conferência Internacional do Software Livre no Brasil. O evento vai traçar um pamorama da adoção e expansão do software livre no Brasil e no mundo, além de trazer exemplos de experiências concretas de sucesso de migração para os programas de código aberto. A conferência vai contar com cerca 1800 participantes e vai ter a presença de nomes importantes da informática nacional e mundial.
Em Brasília, as cúpulas dos poderes Executivo e Legislativo anunciaram ontem o compromisso de consolidar a produção e o uso de programas de computadores (softwares) livres no Brasil. Durante a abertura do seminário ''Semana de Software Livre no Legislativo'', o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse que é irreversível o uso destes programas, que não exigem pagamento de royalties. ''Ele veio para ficar'', anunciou Dirceu, defendendo que os programas brasileiros sejam competitivos no mercado internacional.

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