O presidente da Anfir, Rafael Wolf Campos, pressiona o governo a adotar medidas capazes de regularizar o problema da falta de pneus no curto prazo. ''No nosso ponto de vista, o ideal seria suspender a cobrança da sobretaxa contra a importação do produto chinês até o momento em que a indústria nacional tenha capacidade de atender o mercado doméstico.''
Para o presidente da Associação Nacional da Indústria Pneumática, Eugenio Deliberato, a proposta não faz sentido. ''Não está proibido importar pneu da China, desde que pague a taxa antidumping. Não queremos reserva de mercado, e sim uma concorrência leal.''
Desde o ano passado, os pneus importados da China sofrem uma sobretaxa de US$ 1.43 por quilo, em média. A importação dos produtos chineses, que já respondiam por mais de 10% do mercado brasileiro, praticamente deixou de existir depois da decisão do governo brasileiro.
As indústrias de Manaus reclamam da falta de pessoal no Aeroporto Eduardo Gomes para despachar os componentes importados que chegam à Zona Franca. ''A demora na liberação das importações provoca atraso na linha de montagem das fábricas, que trabalham a plena carga'', conta o diretor executivo da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, Flávio Dutra.
Só no primeiro trimestre, a produção de televisores de tela de cristal líquido (LCD) em Manaus chegou a 1.590 unidades, um aumento de 135% em relação ao mesmo período do ano passado. A produção de celulares cresceu 18,6%.
No setor de bebidas, o aumento do consumo e a falta de investimento resultou na escassez de latas de alumínio para cervejas e refrigerantes. A incapacidade dos fornecedores em atender à demanda fez o governo reduzir temporariamente a tarifa de importação para as latinhas, de 16% para 2%. (M.R./A.E.)

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