Governo e lideranças agrícolas discutem hoje dívida rural
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segunda-feira, 29 de outubro de 2001
Agência Estado<br> De Brasília 
O setor agrícola deverá ter uma resposta do governo hoje sobre o pedido de renegociação mais uma vez de uma dívida de R$ 29,6 bilhões. Esse débito pode chegar a R$ 35,2 bilhões, se forem incluídos outros R$ 5,58 bilhões que vêm sendo questionados na Justiça.
A reunião entre o ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, e as lideranças da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e da bancada ruralista no Congresso deverá contar com a presença de um representante do Ministério da Fazenda.
Hoje vence a parcela de R$ 1,8 bilhão referente a dívida que foi securitizada - débitos até R$ 200 mil - em 1995. A expectativa com relação à resposta do governo é enorme, uma vez que o Banco do Brasil, que cobra as dívidas que foram repassadas para o Tesouro, até ontem ainda não havia recebido nenhuma orientação com relação ao adiamento do pagamento dessa parcela por pelo menos 30 dias - para que as negociações possam ter continuidade - como pretende a Comissão de Agricultura da Câmara e as entidades do setor.
O diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, Biramar Nunes, informou que o banco pretende cobrar a dívida no dia 31 como está no contrato, a não ser que receba uma ordem contrária do Tesouro Nacional. Segundo ele, a parte correspondente ao BB é de R$ 1 bilhão, aproximadamente. Lembrou ainda que os produtores que pagarem no dia 31, como está previsto, poderão ter um desconto que varia de 15% a 30% sobre o valor da parcela a ser paga. ''Quem não pagar ficará sujeito a juros de mercado. Como essa dívida não nos pertence mais, nós ainda temos que ser mais rigorosos na cobrança'', alertou.


