Governo e centrais fecham acordo sobre FGTS
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terça-feira, 20 de março de 2001
Agência FolhaDe Brasília 
O governo entrará com R$ 6 bilhões no acerto da dívida do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em razão dos planos econômicos. Os trabalhadores deverão arcar com R$ 5 bilhões do total do passivo, e as empresas, com R$ 30 bilhões. Pelo cronograma proposto pelo governo, o pagamento para quem vai receber até R$ 1.000 seria feito em junho do próximo ano, quase quatro meses antes da eleição presidencial.
A partilha foi definida ontem em reunião das centrais sindicais com o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles. O acordo conta com a aprovação da Força Sindical, SDS (Social Democracia Sindical) e CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores). A CUT (Central Única dos Trabalhadores) rompeu as negociações com o governo por ser contra a proposta. Os representantes dos empresários só se reúnem hoje com Dornelles.
Durante a reunião com as centrais sindicais, a portas fechadas, o ministro adiantou, no entanto, que o dinheiro viria da emissão de títulos públicos.
Os trabalhadores pagarão sua parcela abrindo mão de 15% do valor que têm a receber. A redução valerá apenas para os titulares de contas do FGTS com direito a receber mais de R$ 1.000 de correção. Para esses, a correção segue um cronograma de pagamento que vai até 2006.
Os empresários vão pagar 75% da dívida, estimada em R$ 40,5 bilhões, por meio de duas novas contribuições: 1% mensal sobre a folha de pagamento das grandes empresas, e um adicional de 10 pontos percentuais na multa rescisória de 40% paga aos demitidos sem justa causa. Vai ser um termo de adesão. Aceita quem quiser, declarou o ministro.


