Governo Duhalde espera acordo com FMI em um mês
O governo da Argentina anuncia que em um mês estariam concluídas negociações de um novo pacote de apoio financeiro do FMI (Fundo Monetário Internacional), de valor estimado entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões. Mas, de parte do Fundo, não há aceno nem de que o prazo estabelecido pelos argentinos é verídico ou de que as negociações foram de fato iniciadas.
Foi o vice-ministro da Economia, Jorge Todesca, quem estimou em um mês o prazo para um novo acordo trata-se da mesma autoridade argentina que, no sábado passado, havia dito que os funcionários do Fundo deveriam falar menos sobre o país.
Não é a opinião do FMI. Ainda na semana passada, a vice-diretora-gerente da entidade, Anne Krueger, afirmou que o governo argentino precisa apresentar um programa econômico coerente antes de serem iniciadas as negociações. A mesma exigência teria sido ratificada pelo diretor-gerente do FMI, Horst Kohler, em contato com o ministro Jorge Remes Lenicov no sábado.
Membros do governo argentino afirmam que até o final deste mês, o ministro Remes Lenicov seguiria a Washington para negociar com o FMI. Não seremos nós que vamos determinar quando ele virá. A Argentina é um sócio do FMI e seus representantes serão recebidos, disse o porta-voz do Fundo para a América Latina, Francisco Baker.
Ontem, chegou à capital argentina uma missão técnica do FMI. Mas, ao contrário da que esteve no país duas semanas atrás, é formada por funcionários que trabalham no departamento monetário. Vamos trabalhar com o governo para resolver os problemas conjunturais e estruturais do setor financeiro, disse o chefe da missão, David Olschen.





