Um erro de cálculo do governo do Rio provocou ontem o oitavo adiamento do leilão do Banerj, que estava previsto para esta tarde. ‘‘Pensávamos que uma manhã fosse o suficiente para acertar os detalhes operacionais, no Banco Central, do contrato de empréstimo da Caixa Econômica Federal, mas não foi possível’’, disse o secretário estadual de Indústria e Comércio, Márcio Fortes, ao divulgar o adiamento.
O leilão foi remarcado para hoje às 16 horas, mas ainda há uma ameaça de a venda do Banerj não se efetivar por causa do desinteresse dos candidatos à compra. ‘‘A única forma de não haver leilão é não haver concorrentes’’, disse ontem o governador Marcello Alencar (PSDB).
Quatro instituições bancárias - Bradesco, Itaú, BCN e Pactual (Companhia Latino-Americana) - depositaram na Central de Liquidação e Custódia da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro a garantia de R$ 310 milhões, preço mínimo fixado para a venda do banco. Até a noite de hoje, no entanto, nenhuma delas dava certeza de participar da disputa. ‘‘Só não apresentará proposta quem não estiver interessado na operação comercial’’, disse o secretário de Fazenda, Marco Aurélio Alencar, garantindo que todos os entraves legais já foram transpostos pelo governo.

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