Governo do PR reage à extinção do BC
Carmem Murara
A decisão do presidente do Banco Central, Ar mínio Fraga, de reduzir ou até extinguir algumas das nove delegacias regionais do Banco Central, no País, provocou ontem a reação contrária de empresários e políticos paranaenses. O primeiro a sair em defesa da manutenção da atual estrutura do Banco Central, no Paraná, foi o secretário do Planejamento, Miguel Salomão. A sua intenção é mobilizar maior número possível de deputados, empresários e o próprio governo do Estado para que defendam a continuidade do banco junto ao governo federal.
Ex-delegado regional do Banco Central entre os anos 1981 a 1990, Salomão avalia como um erro estratégico do governo federal manter uma estrutura centralizada em Brasília. Isso irá dificultar o acesso das prefeituras, das multinacionais, das cooperativas de crédito e exportadores, disse o secretário. Ele cita o exemplo norte-americano, onde o FED Reserve é dividido em 14 estados.
A proposta de Armínio Fraga é enxugar ao máximo a estrutura do Banco Central, relocando funcionários e gerentes e fechando algumas diretorias. Em reunião no último dia 29 de junho, a cúpula do Banco Central determinou que as delegacias regionais sejam substituídas por gerências técnicas.
Técnicos do Banco Central estão em cada uma das regionais para fazer um levantamento da situação em cada Estado a fim de saber o que pode ser cortado. Uma das determinações de Armínio Fraga é para que se faça a transferência de funcionários ociosos.
No Paraná, a delegacia regional concentra todas as operações internacionais de Santa Catarina. O banco atende ainda todos os municípios paranaenses que participam do Programa Paraná Urbano e presta o serviço para 420 empresas que trabalham com investimento estrangeiro, remessa de lucro e registro de capital. O secretário do Planejamento ressalta ainda que o Estado tem dois bancos com sede paranaense (HSBC e o Banestado) que necessitam da presença do Banco Central. Temo que estes bancos, o Banestado após privatizado, queiram transferir suas sedes para outro Estado, afirmou Salomão. A delegacia regional do Banco Central é a segunda maior no País em operações cambiais e investimento estrangeiro, segundo o secretário do Planejamento. O estudo do Banco Central será concluído nas próximas semana.





