O secretário estadual de Indústria e Comércio, Eduardo Sciarra, avaliou que o ‘‘Programa Paraná Mais Emprego’’ desenvolvido pelo governo do Paraná para atrair indústrias ao Estado, superou as expectativas. Segundo Sciarra, nos quatro anos do primeiro governo de Jaime Lerner, foram criados 110 mil empregos diretos. A expectativa de Sciarra é que outros 500 mil postos de trabalho indiretos sejam criados depois que as unidades industriais estiverem instaladas. ‘‘Não imaginávamos que atingiríamos esta meta, pois só em dezembro assinamos 82 novos protocolos’’, disse.
Para o secretário, o reflexo do programa na economia do Estado vai começar a aparecer já no próximo ano, quando algumas destas empresas entrarem em operação. Ele citou o caso particular da montadora Renault, que se instalou em São José dos Pinhais no início de dezembro. ‘‘Quando estiver em pleno funcionamento, a Renault vai faturar US$ 3 bilhões ao ano, ampliando o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado que hoje é de R$ 52 bilhões em cerca de 6%.’’
Para o próximo ano, Sciarra afirmou que o governo deve manter os incentivos do programa para as regiões menos industrializadas do Estado, ao mesmo tempo em que benefícios para os locais mais desenvolvidos nesta área serão reduzidos gradativamente. ‘‘Queremos evitar a concentração das indústrias em determinadas localidades. Com isto, cidades como Tijucas do Sul, que ainda não estão inseridas no processo de industrialização, terão mais incentivos, enquanto as mais industrializadas como Araucária terão os incentivos reduzidos gradativamente.
O ‘‘Programa Paraná Mais Emprego’’ foi criado no início do governo Lerner. Pelo programa, as indústrias que se instalam no Estado recebem como incentivo a dilação do prazo para recolhimento da parte do Estado (75%) do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O recolhimento só acontece depois de terminada a carência, quatro anos depois da instalação da empresa, de forma parcelada, em quatro anos.

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