Albari RosaNova administraçãoTerminal de veículos no Porto de Paranaguá: consórcio vai investir US$ 32 milhões até 2003, dos quais US$ 18 milhões em equipamentos e US$ 14 milhões em obras Dentro de 60 dias o consórcio das empresas paranaense e paulista Redram/Transbrasa estará operando o Terminal de Veículos e Contêineres (Tevecon) no Porto de Paranaguá. Com a privatização, o consórcio vai investir US$ 32 milhões nos próximos cinco anos, sendo US$ 18 milhões na compra de equipamentos e US$ 14 milhões em obras. A projeção é ampliar a movimentação de veículos para 24 mil unidades no primeiro ano. A movimentação de contêineres será ampliada de 90 mil unidades por ano para 140 mil unidades por ano.
O governo estadual também fará investimentos de infra-estrutura, no valor de US$ 10 milhões, segundo informação de Airton Maron, chefe do Departamento de Operações do Porto de Paranaguá. O contrato, que prevê o arrendamento dos terminais, tem validade por 25 anos e foi assinado ontem, no Palácio Iguaçu, pelo governador Jaime Lerner e pelos presidentes da Transbrasa - Transitária Brasileira Ltda, Bayard Freitas Umbuzeiro Filho e da Redram, Mauro Marder. Segundo Umbuzeiro, a maior parte dos investimentos vai ocorrer nos próximos dois anos.
O empresário prevê investir entre US$ 25 milhões e US$ 27 milhões nesse período. O projeto do Tevecon compreende a construção de um terminal especializado na armazenagem e movimentação de contêineres e veículos e o término da construção de 170 metros de cais, o que permitirá a criação de mais dois berços de atracação e o consequente aumento na movimentação de cargas.
O maior benefício da privatização para os armadores será a redução do período que o navio demora para carga e descarga. Umbuzeiro prevê que um navio que demora três dias atracado ficará, no máximo, 10 horas parado, com economia de custos para o armador. Segundo Umbuzeiro, o custo de um navio parado no porto é de US$ 25 mil a US$ 30 mil por dia. Quando os terminais estiverem trabalhando a todo vapor, cada guindaste poderá carregar até 25 contêineres por hora. Hoje, com o equipamento obsoleto, a capacidade de carregamento é de apenas seis a sete contêineres por hora.
Segundo Bayard Umbuzeiro, no prazo de um ano serão instalados dois portêineres (carregador de contêineres), o que vai reduzir o período da operação. Mais dois equipamentos serão instalados após dois anos. Ele justificou que o fabricante demora pelo menos um ano para entregar o equipamento e, a partir da assinatura do contrato de privatização, a encomenda será concretizada.
O consórcio pretende manter tarifas competitivas para atrair o maior número de armadores em pouco tempo. Para vencer a licitação, a Transbrasa/Redran ofereceu tarifas de R$ 111,00 na movimentação de um contêiner de 40 pés, enquanto a previsão máxima no edital era de R$ 250,00. A expectativa dos diretores do consórcio é que em cinco anos o Porto de Paranaguá seja o segundo do Brasil.
Como pagamento do contrato de arrendamento, o consórcio vai desembolsar a quantia fixa de R$ 151,4 mil pela área a ser utilizada. A movimentação de contêineres está fixada em R$ 15,00 por unidade, R$ 10,00 por transbordo de contêiner e R$ 1,50 por unidade na movimentação de veículos.

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