Depois da intervenção de quarta-feira que brecou a queda do iene em todo o mundo, o Japão tenta convencer hoje seus parceiros do G-7 (sete países mais ricos do mundo) e 11 vizinhos asiáticos que pretende fechar bancos falidos e reduzir impostos para tirar o país da recessão que ameaça a saúde da economia mundial.
Um encontro de emergência vai reunir hoje em Tóquio o ministro de Finanças Hikaru Matsunaga e representantes de outros 17 países, do FMI (Fundo Monetário Internacional), do Banco Mundial e do Banco Asiático de Desenvolvimento.
O Japão está em recessão. Sua moeda, em queda desde a crise asiática, está se fortalecendo desde a quarta-feira, quando os governos de Tóquio e de Washington intervieram no mercado de câmbio. A China - país que mais criticou o governo japonês antes da intervenção - vai participar da reunião de hoje. Pelo lado norte-americano vai estar presente o subsecretário do Tesouro dos Estados Unidos, Lawrence Summers, que já começou ontem uma série de conversas com autoridades japonesas. Em encontro que teve com Matsunaga, Summers elogiou o anúncio feito anteontem pelo primeiro-ministro Ryutaro Hashimoto de que o país vai acelerar a solução do problema dos créditos de liquidação duvidosa que totalizam oficialmente US$ 550 bilhões e que impedem que os bancos japoneses voltem a emprestar ao setor privado. Resolver esse problema significa deixar instituições frágeis quebrarem e elevar ainda mais o índice recorde de desemprego do país. Por essa razão o assunto tem sido negligenciado e tratado como tabu há pelo menos sete anos no Japão.
O ministro japonês disse que seu ministério ‘‘jamais mudou sua forte determinação em tomar todos os passos necessários para estimular o sistema econômico do país’’. Tasuku Takagaki, chairman do Bank of Tokyo-Mitsubishi Ltd. (BOT), afirmou ontem que a crise asiática poderá forçar alguns bancos japoneses a fechar, enquanto que outros poderão ter que fundir-se para sobreviver. O BOT é o maior banco do Japão.Kazuhiro Nogi/France PresseCorreção de rotaO ministro da Finanças do Japão, Hikaru Matsunaga: missão hoje será convencer parceiros do G-7 e vizinhos asiáticos que governo vai agir rapidamente para tirar o país da recessãoAgência Folha

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