O governo japonês anunciou ontem que irá cortar ainda mais suas taxas de juros de curto prazo para aumentar a oferta de dinheiro na economia. O presidente do Banco do Japão (o BC japonês), Masaru Hayami, afirmou que o governo irá ‘‘dirigir’’ para 0,25% a média das taxas de juros de um dia cobradas nos empréstimos feitos entre bancos privados. Com a medida, o Japão pretende estimular seu problemático sistema financeiro a voltar a emprestar recursos para empresas e pessoas. O país está em sua pior recessão desde a 2ª Guerra Mundial. ‘‘O Banco do Japão decidiu que seria apropriado tomar essa medida para assegurar que a economia não piore ainda mais e para evitar que ela caia numa espiral deflacionária’’, informou o banco num comunicado.
O anúncio surpreendeu o mercado porque as taxas japonesas já são as menores em todos os tempos - elas já estavam em cerca de 0,45%, um patamar considerado muito próximo a 0% em se tratando de juros. O governo japonês não irá mudar a taxa de desconto (usada nos empréstimos que ele próprio faz aos bancos privados), que está em 0,5% desde 1995, última vez que o Japão havia alterado sua política monetária.
Analistas suspeitam que o anúncio seja resultado de uma ação conjunta entre os governos japonês e norte-americano e que os Estados Unidos deverá tomar medida semelhante nos próximos dias. Isso porque, ainda nesta semana, o presidente do FED (o BC dos EUA), Allan Greesnspan, sugeriu a redução dos juros em seu país, num encontro com o ministro de Finanças japonês, Kiichi Miyazawa.France PresseEstímulo à economiaHayami, do BC japonês: medida para aumentar a oferta de dinheiroAgência Folha

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