Governo do Estado questiona ação do MP
O procurador-geral do Estado, Joel Coimbra, considerou ontem sem eficácia a ação do Ministério Público que questiona a compra dos títulos públicos com caucionamento das ações da Copel, no Banestado. Segundo Coimbra, não se pode anular apenas uma parte ou uma cláusula de um contrato firmado entre duas partes. Ele disse que esperará ser notificado para tomar as providências necessárias.
Vamos aguardar a citação e aí fazer a defesa do Estado, afirmou ontem, ao tomar conhecimento da ação pela Folha. Ele afirmou que há um grupo especial dentro da Procuradoria Geral do Estado que está cuidando dos assuntos ligados ao Banestado.
Joel Coimbra afirmou que o governo do Estado apenas cumpriu exigências e normas do Banco Central para preparar o Banestado para a privatização. Dentro das obrigações estava garantir a operação financeira dos títulos públicos. A solução encontrada na época, pelo Estado, foi colocar as ações da Copel em caução.
Segundo Coimbra, o Banestado sempre atuou de maneira independente e por isso poderia comprar ou vender títulos públicos de quem quisesse, independente de ter ou não uma lei específica. O Banestado tinha autonomia para fazer suas operações financeiras, justificou. (C.M.)





