O governo acredita que há 90% de chance de ser cumprido o cronograma de implantação das 32 usinas termelétricas do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT), mas reconhece que ainda existem incertezas entre os investidores. Para assegurar a entrada de energia nova no mercado, o governo trabalha para resolver um conjunto de pendências. Muitas das dúvidas dos investidores estarão respondidas no documento que está sendo elaborado pelo grupo de revitalização do modelo do setor elétrico, no âmbito da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE).
''Não haverá sobressaltos, o governo está buscando equacionar todas as incertezas'', assegurou o assessor técnico do Ministério de Minas e Energia Rui da Justa Feijão. ''Esse foi o lado positivo da crise de energia, que permitiu que se fizesse uma radiografia mais completa para que o modelo comece a funcionar.'' Segundo ele, o cronograma traçado pelo governo para a entrada em operação das usinas ''é absolutamente exequível''. Feijão explicou que a maioria das 32 termelétricas tem a garantia de venda da energia (PPA).
As demais fizeram a opção de vender no mercado spot, como as usinas merchant. Algumas delas têm contratos com empresas do grupo dos investidores como é o caso da Termopernambuco com a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), ambas da Iberdrola.
A falta de turbinas, que anteriormente era um dos problemas que afetavam o programa, não preocupa mais. ''Existe ainda uma série de incertezas, quanto ao MAE, o marco regulatório e a energia nova, por exemplo'' reconheceu o técnico. Feijão admite que o problema mais sério na execução das usinas é o licenciamento ambiental.

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