Governo distribui 1 milhão de toneladas
Governo distribui 1 milhão de toneladas
Com investimento de R$ 15 milhões, a distribuição beneficia 25 mil famílias de pequenos agricultores em todo o Paraná
Da Redação
Joel RochaInsumoA aplicação correta do calcário corrige a acidez do solo e aumenta a produtividade em no mínimo 30% O governo do Paraná começa a distribuir, no dia 15, um milhão de toneladas de calcário, para atender 25 mil famílias de pequenos agricultores em todas as regiões do Paraná. A distribuição, que deve ser concluída até o fim de julho, faz parte do Programa de Apoio ao Pequeno Agricultor, com 300 mil toneladas, e da Pequena Propriedade/Calcário, com outras 700 mil toneladas. O investimento previsto é de R$ 15 milhões.
A intenção do programa - iniciado em 1994, mas que desde 1996 dobrou a quantidade distribuída - é incentivar o uso do calcário, considerado um insumo básico para aumentar a produtividade da terra. Com o uso correto do calcário, o ganho na produtividade pode ser de no mínimo 30%, garante o diretor do Departamento Operacional da Secretaria da Agricultura, Luiz Gusi. Além disso, a aplicação de calcário também proporciona um melhor aproveitamento dos fertilizantes usados na lavoura, pois corrige a acidez do solo. Numa terra em desequilíbrio, os adubos praticamente não fazem efeito, explica Gusi.
O calcário tem capacidade de estimular as plantas a absorver os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. No Paraná, por estar numa zona tropical, o solo é considerado desgastado e a aplicação do calcário é de extrema importância para que adubos como fósforo, potássio e cálcio sejam bem aproveitados no desenvolvimento das plantações. Esses fertilizantes ajudam no enraizamento das plantas, na absorção de nutrientes, na polinização e na nutrição. É preciso que os agricultores percam a desconfiança em relação ao uso do calcário, diz Gusi.
Para a aplicação do calcário, o produtor rural precisa fazer uma análise química do solo. Para isso, basta procurar um escritório da Emater ou as prefeituras municipais para saber a maneira correta de coletar amostras da terra, que é encaminhada a um laboratório especializado. O teste custa entre R$ 8,00 e R$ 10,00. Técnicos agrícolas fazem um acompanhamento posterior à aplicação do calcário, que é de responsabilidade do agricultor.
Os produtores beneficiados neste ano apresentaram projetos aos Conselhos Regionais, que encaminharam as solicitações à Secretaria da Agricultura, responsável pela liberação dos recursos. Podem receber o calcário propriedades com no máximo três módulos rurais, o que em algumas regiões do Estado pode chegar a 90 hectares. Os agricultores têm de provar que a agricultura é a fonte de renda da família. Cada produtor recebe no máximo 50 toneladas de calcário, divididas durante quatro anos.
Por meio de um convênio, o governo é responsável por 70% do valor do calcário, enquanto que as prefeituras, cooperativas, associações, sindicatos rurais e agricultores são responsáveis pela contrapartida dos 30% restantes. A compra não é feita pelo governo, que apenas repassa o recurso para os participantes do convênio.





