Governo deve participar do ''protocolo do milho''
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terça-feira, 07 de agosto de 2001
De Londrina 
O protocolo de intenções que estabelece em R$ 10,00/saca o preço do milho, em fevereiro, foi entregue ontem ao ministro da Agricultura Pratini de Moraes, por lideranças paranaenses, com propostas para que o governo participe do esforço para evitar que a redução da área crie dificuldades no abastecimento de milho.
Estiveram com o ministro o presidente da Avipar, Paulo Muniz, representando as indústrias e os avicultores, o secretário Poloni, os presidentes da Ocepar, da Faep, da Associação Paranaense dos Suinocultores, e Sindicarnes.
O ministro deve estudar um elenco de medidas que podem resultar em estímulo ao produtor, entre elas: 1) aumento do limite de recursos para financiamento de custeio da safra, que passaria de R$ 200,00 para R$ 250,00/hectare, 2) antecipação dos contratos de opções de compra, a partir de fevereiro; normalmente isto é feito em junho, 3) antecipação dos financiamentos de custeio, bem como a rapidez na liberação, 4) maior dispobilidade de crédito nas operações de AGF e EGF, 5) apoio à implantação da safrinha do próximo ano.
As medidas propostas pelo segmento moageiro de milho inclui ainda a otimização da estrutura logística para que possa dar fluxo rápido à comercialização e evitar estrangulamentos na recepção da produção da lavoura.
Segundo Paulo Muniz, presidente da Avipar, há um esforço para garantir rentabilidade ao produtor e reverter a tendência de redução da área, prevista em 17% no Paraná. Não interessa à cadeia produtiva que um de seus segmentos, o dos produtores, seja prejudicado quando há muita oferta para, depois, os preço experimentarem altas exageradas, como já ocorreu, prejudicando demais elos da cadeia. É importante que haja margem de lucro para sustentar a atividade e manter a regularidade do abastecimento.


