A bancada de sustentação ao governador Jaime Lerner (PFL) deve fazer valer sua força e aprovar até quinta-feira na Assembléia Legislativa o projeto, de autoria do Poder Executivo, que pede a manutenção das contas do governo no Banestado, por um período de cinco anos depois da privatização. Ontem, o polêmico projeto voltou ao plenário e, como recebeu propostas de emendas da bancada de oposição, voltou para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que se reúne hoje à tarde.
‘‘Nós estamos fazendo esforço para aprovarmos o projeto até quinta-feira’’, disse o líder do governo no Legislativo, Valdir Rossoni (PTB). Por exigência do BC, a lei tem que ser incluída no edital de venda do Banestado. O documento deverá ser publicado obrigatoriamente até o dia 30 de agosto. O governo assegura que a lei pretende valorizar a instituição e que, com a garantia da permanência das contas no Banestado, o valor da venda subiria no mercado.
O líder da bancada de oposição, Irineu Colombo (PT), disse que ‘‘se precisar’’ os deputados contrários ao projeto podem entrar na Justiça para impedir que a lei possa vigorar. ‘‘Enfrentamos o problema do voto, já que somos 14 parlamentares contra 50. Perdendo na Assembléia e, assim que a lei for sancionada, vamos impetrar uma ação direta de inconstitucionalidade contra a lei’’, garantiu Colombo. Para tentar atrasar ainda mais a tramitação do projeto na CCJ os deputados de oposição encaminharam o pedido de inclusão de 14 emendas à mensagem original. Uma delas, assinada pelo deputado Luiz Calos Zuk (PDT), pede que as contas do governo sejam mantidas no Banestado só até o fim da gestão de Lerner.(R.B.N.)

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