O governo deve, finalmente, apresentar uma proposta oficial para o pagamento da correção do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) devida aos trabalhadores. Amanhã, em uma reunião que deverá contar com a presença do presidente Fernando Henrique Cardoso, das centrais sindicais e entidades patronais, o governo deverá concordar com o repasse de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões da Desvinculação das Receitas da União (DRU) e ainda baixar de 9% para 8,5% a proposta de aumento da contribuição recolhida pelas empresas sobre a folha de pagamento.
O governo também deverá colocar em disponibilidade ações de empresas estatais, como a Furnas, para cobrir parte do rombo, calculado em cerca de R$ 40 bilhões. A reunião de hoje entre as centrais sindicais e o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, foi transferida para amanhã.
As centrais ainda têm divergências em algumas propostas, mas concordam com o aumento da multa de 40% para 50% do FGTS nas demissões de trabalhadores por justa causa.
Para pressionar a CUT protocolou ontem pedido ao Conselho Curador do FGTS para que libere o valor referente ao patrimônio líquido do Fundo, que soma cerca de R$ 8,7 bilhões.

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