O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz Gonzaga Perazzo, informou ontem que a partir do dia 15 de maio será intensificada campanha publicitária para explicar à população o plano de racionamento por meio do sistema de cotas. Segundo Perazzo, a medida vai complementar a campanha publicitária que já está sendo veiculada nas emissoras de televisão das Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.
Até o dia 4 de maio, a campanha atual de conscientização da economia vai consumir R$ 4 milhões e refere-se aos filmes contendo depoimentos de empresários e técnicos do governo federal sobre a necessidade de redução do consumo de energia. Uma fonte do governo informou que esta campanha não está sendo mais intensa porque houve dificuldade de encaixe dos filmes nas grades de programação das emissoras.
O programa também não chegou aos jornais, revistas e emissoras de rádio, segundo avaliou um funcionário do governo, porque os recursos para veicular a propaganda são menores que os projetados. A Propeg é a agência publicitária que produziu todo o material da campanha. A segunda etapa que começa na próxima semana terá o desenho animado de duas tomadas - símbolo da campanha - conversando sobre a necessidade de reduzir o consumo de energia elétrica.
Como o Ministério de Minas e Energia não tem uma verba publicitária, os gastos com a campanha vão ser bancados pelo Sistema Eletrobrás e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
AtacadoA Aneel dará prazo até 15 de maio para que as empresas que operam no Mercado Atacadista de Energia (MAE) apresentem sugestões em relação às resoluções que promoveram mudanças na estrutura do MAE. A agência, porém, é soberana e poderá não acatar as opiniões do mercado. ‘‘A Aneel vai analisar as sugestões, mas é importante preservar a essência das resoluções’’, admitiu ontem o diretor-geral da agência, José Mário Abdo.
‘‘As resoluções estão em plena vigência, o Comitê Executivo (Coex) do MAE foi extinto, será implantado o Conselho do Mercado Atacadista de Energia (Comae), foram estabelecidas as penalidades e garantias, e a Administradora de Serviços (Asmae) do MAE passou a ser autorizada da Aneel’’, afirmou Abdo.

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