Governo deve evitar alta, diz FGV
Agência Folha
Do Rio de Janeiro
O governo terá de evitar aumentos nos preços dos combustíveis neste primeiro semestre para fugir de pressões inflacionárias excessivas. Na avaliação do chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Paulo Sidney Cota, só a partir de junho o governo terá liberdade de ação para repassar aumentos em combustíveis sem forçar demais os índices inflacionários
No segundo trimestre se concentram muitos reajustes de tarifas públicas. O governo não vai querer combinar esses aumentos com elevações nos preços dos combustíveis. Cota acredita que o governo levou em conta as expectativas inflacionárias para autorizar os últimos reajustes. Como as previsões falavam em deflação para o mês de março, houve espaço para o aumento , avalia o economista.
Para especialistas, as incertezas geradas pela alta do petróleo no mercado internacional são o principal empecilho para uma queda nos juros, consequência esperada da redução da inflação.
O economista Flávio Castelo Branco, da Unidade de Política Econômica da CNI (Confederação Nacional da Indústria), acredita que, assim que o preço do petróleo recuar após a reunião da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), no final deste mês, haverá espaço para uma mexida nos juros, provavelmente a partir de abril.





