Curitiba - O governo do Estado descartou, ontem, a criação de uma empresa pública de telefonia fixa para concorrer com as empresas de telecomunicações que foram privatizadas. De acordo com o secretário de Assuntos Estratégicos, Nizan Pereira, o governo vai criar um serviço público de comunicação para exploração de telefonia fixa, transmissão de internet e de dados, mas para isso não precisa recorrer à criação de uma empresa, explicou.
A criação da empresa pública foi descartada durante reunião ocorrida na segunda-feira, em Londrina. Em reunião com o presidente da Celepar, Marcos Mazoni, com o presidente da Sercomtel, Francisco Roberto Pereira, e com o diretor jurídico da Copel, José Manuel, foram acertados os detalhes jurídicos de como o poder público pode usufruir desse novo sistema que será criado, sem recorrer a figura jurídica de uma empresa.
Conforme a Folha já antecipou, o serviço público de telefonia fixa vai compatibilizar o serviço de telefonia fixa da Sercomtel, com o sistema de fibra ótica da Copel e os serviços de transmissão de dados da Celepar. Pereira confirmou que o governo pretende recorrer a esse serviço para economizar com gastos correspondentes à transmissão de voz e de dados. Mas condicionou a utilização desse serviço à qualidade do sistema.

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