Governo define posição sobre subsídios dos EUA
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quarta-feira, 05 de junho de 2002
Alexandre Palmar<br>Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu O governo decide hoje em reunião na Câmara de Comércio Exterior (Camex) se questionará a lei de política agrícola dos Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC). O encontro foi anunciado ontem pelo secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Sávio Pereira, no 2º Congresso Brasileiro de Soja, em Foz do Iguaçu.
O Brasil deve fazer uma consulta formal sobre os subsídios concedidos pelo governo norte-americano aos produtores. A Farm Bill, nome da lei, é apontada como responsável pela queda dos preços da soja no mercado internacional, prejudicando a produção brasileira. O Brasil é segundo maior produtor de soja do mundo, atrás apenas dos EUA.
Conforme Pereira, será necessário provar que a ajuda financeira nos últimos quatro anos afetou a economia do setor. Os Estados Unidos injetaram US$ 3 bilhões no ano passado para subsidiar o cultivo de soja. O valor equivale a 60% de todas as exportações do complexo de soja do Brasil.
O reflexo disso foi que o preço mínimo norte-americano variou de US$ 193 a US$ 202 a tonelada durante 1998 a 2001, enquanto o preço de mercado oscilon entre US$ 160 e US$ 165 a tonelada. A diferença, conforme o secretário, influenciou os produtores dos EUA a continuar no plantio da cultura, produzindo safras recordes, apesar da queda de US$ 29 a tonelada 15% do valor atual. -
O governo brasileiro deve argumentar que pela primeira vez os produtores de soja, trigo, milho, soja e algodão contarão com subsídios , cujos preços são fixados em níveis altamente remunerados, independente do valor mercado. Para ele, a medida tende a levar o agricultor a uma escolha binária pelos dois produtos mais rentáveis (soja e trigo).
Em sua opinião, os benefícios são uma garantia absoluta de renda para qualquer tipo de cultura. O governo deve pagar 80 centavos de dólar por bushel como ajuda. A nova Farm Bill, já aprovada pelo congresso norte-americano, entra em 1º de setembro de 2002, com término previsto para 31 de agosto de 2007. -


