Governo defende união com Argentina
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terça-feira, 15 de abril de 1997
France Presse 
Arquivo FolhaIntegraçãoSérgio Amaral, porta-voz do presidente Fernando Henrique, disse ontem que os agentes econômicos necessitam de um horizonte. Se há barulhos, é preciso buscar as soluçõesArgentina e Brasil terão de definir políticas econômicas conjuntas futuramente, a fim de esboçar um horizonte previsível para os agentes econômicos e os investidores, declarou ontem à imprensa argentina Sérgio Amaral, porta-voz do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Devemos ter meios de controle de política macroeconômica. Precisamos discutir mais para ver até onde vão as economias, porque os agentes econômicos necessitam de um horizonte, disse Amaral em entrevista ao jornal La Nación.
Entretanto, o porta-voz minimizou a importância das recentes restrições às importações brasileiras, que, no seu entender, fazem parte dos barulhos no processo de integração.
Adiantou que, se há um barulho, é preciso buscar soluções e respostas. E uma das maneiras é que haja uma discussão mais ampla e aberta. Os barulhos são parte do jogo. Não há um processo tão íntimo, nem tão grande, onde não haja conflitos de interesses.
Sobre os efeitos das medidas econômicas brasileiras na relação bilateral, Amaral assinalou que a verdade é que nunca deixamos de resolver essas dificuldades, seja no caso da indústria automobilística ou de importações. Resolvemos - disse - porque somos sócios muito importantes e porque é preciso haver uma relação especial.
Quanto ao futuro das relações entre os dois países, o funcionário expressou que hoje em dia não se trata somente de importar-exportar, mas de fazer investimentos de longo e médio prazos.


