Governo decide sacar US$ 4,1 bi liberados pelo FMI
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segunda-feira, 17 de março de 2003
Agência Folha 
Brasília O governo brasileiro decidiu sacar os US$ 4,1 bilhões liberados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) após a segunda revisão do acordo de US$ 30 bilhões firmado no ano passado.
O governo pagará, em média, 4% de juros ao ano pelo dinheiro sacado, conforme o diretor de Política Econômica do Banco Central, Ilan Goldfajn. Os recursos deverão ser liberados até o final desta semana e entrarão nas reservas internacionais do BC.
Goldfajn disse que os juros a serem pagos pelo governo estão abaixo dos índices de outros empréstimos em mercado. Essa seria uma das justificativas, de acordo com ele, para o desembolso da segunda parcela do acordo.
O governo está projetando novos saques dos recursos a serem disponibilizados pelo FMI. O governo estima que no final deste ano as reservas brutas do País estejam em torno de US$ 50 bilhões.
Essa projeção considera alguns novos saques futuros, segundo Goldfajn. O saldo atual das reservas brutas é de US$ 37,9 bilhões. Neste ano, o País deverá pagar cerca de US$ 10 bilhões ao FMI de empréstimos anteriores. Para atingir os US$ 50 bilhões de saldo das reservas brutas, previsto na segunda revisão do acordo, serão necessários novos saques.
O Brasil tem ainda cerca de US$ 20 bilhões para saques da linha de crédito de US$ 30 bilhões disponibilizada pelo Fundo no ano passado.


