A Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu não reduzir em três pontos porcentuais a Tarifa Externa Comum (TEC), cobrada de terceiros países pelos integrantes do Mercosul, prevista para ocorrer 1º em janeiro. A decisão foi tomada ontem, em Brasília, para evitar perda de receitas fiscais, tanto para o Brasil quanto para a Argentina.
Essa posição do governo brasileiro será levada à reunião de Cúpula do Mercosul, na próxima semana, onde não deverá encontrar resistência dos demais sócios do bloco.
Dois fatores pesaram na decisão da Câmara de Comércio Exterior de não determinar a redução da TEC. Segundo o Ministério do Planejamento, a redução da TEC provocaria perda de R$ 1,5 bilhão em arrecadação do Imposto de Importação. Além disso, o efeito da medida sobre a economia argentina, que estava preocupada não só com a perda fiscal, como também com seu balanço de pagamentos.
A ala do governo que defende uma posição de maior abertura do mercado brasileiro, porém, não saiu totalmente derrotada. Ficou acertado que, ao longo de 2001, será promovida uma ‘‘profunda revisão’’ da estrutura de tarifas de importação da TEC.

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