Governo dá R$ 7 mi para
defesa sanitária no PR
Vânia Casado
Sucursal de Curitiba

Kraw PenasEnio Marques: preparando a agropecuária para exportaçãoO Ministério da Agricultura (Mara) já assegurou a liberação de R$ 7 milhões para o governo estadual investir na reorganização da defesa sanitária animal e vegetal do Paraná. O objetivo é ampliar a exportação de produtos de origem animal e vegetal e, para isso, os Estados exportadores devem se adequar às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). A informação é do secretário nacional de Defesa Agropecuária do Mara, Enio Marques Pereira, que esteve ontem em Curitiba participando do 1º Fórum Estadual sobre Defesa Agropecuária, realizado na Assembléia Legislativa.
A reorganização prevê a deflagração de um amplo programa de defesa sanitária que deverá modernizar a estrutura sanitária de produção animal e vegetal do Estado. Esse programa está avaliado em R$ 22 milhões e o secretário da Agricultura, Hermas Brandão, está reivindicando R$ 9,1 milhões do ministério para o governo estadual assumir a vigilância sanitária animal e vegetal, com a contribuição dos municípios e da iniciativa privada.
O restante dos recursos necessários, de acordo com Brandão, serão complementados com a contrapartida do Estado, através das Unidades Veterinárias já instaladas e a contratação de cem médicos veterinários e 80 engenheiros agrônomos, por meio de concurso já autorizado pelo governador Jaime Lerner. E também com recursos do Fundepec - Fundo de Defesa da Agropecuária, criado para receber as contribuições da iniciativa privada.
O compromisso assumido pelo setor produtivo, segundo Péricles Salazar, diretor executivo do Sindicarne é trabalhar com a qualidade dos produtos desde a fase de produção até o varejista. Será uma relação baseada na confiança onde todas as etapas da cadeia produtiva das carnes deverão adotar a tecnologia disponível para oferecer um produto livre de qualquer doença e não somente da febre aftosa. Segundo ele, o Fundepec deverá contribuir com cerca de R$ 120 mil por mês, nas ações de controle e vigilância sanitária empreendidas pelo governo do Estado.
Estão incluídos no volume de recursos do ministério o repasse de R$ 70 mil anuais para cada sistema de controle de trânsito de animais implantado, e R$ 100 mil anuais para cada escritório de Unidade Veterinária com toda infra-estrutura de equipamentos e recursos humanos instalado no Estado, antecipou Pereira. A liberação dos recursos depende de o governo estadual apresentar todos os projetos de controle sanitário animal.
Marques Pereira ressaltou que esses projetos não devem se restringir à erradicação da febre aftosa, mas a todas as doenças que provocam prejuízos econômicos no rebanho de bovinos, suínos e de aves no Paraná.

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