A Câmara de Gestão da Crise de Energia, uma espécie de ‘‘ministério do apagão’’ criado pelo governo, será instalada na próxima segunda-feira. O grupo foi formado depois de o governo não ter conseguido fechar uma proposta na última reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) de combate à escassez de energia elétrica. A câmara foi apresentada ontem, no Rio, pelos ministros Pedro Parente (Casa Civil) e José Jorge (Minas e Energia).
Há 20 dias do início do racionamento, o governo ainda não sabe como será o programa. Pedro Parente e José Jorge disseram que o governo ainda não tomou nenhuma decisão sobre as regras que serão utilizadas para promover os cortes de energia e que ainda não há números oficiais sobre o problema.
Parente afirmou que o governo ainda não tem nenhuma estimativa oficial sobre os efeitos da crise na economia. ‘‘Se a questão for tão séria como está se apresentando, haverá impactos econômicos.’’ Parente disse que o grupo ‘‘não perderá tempo discutindo de quem foi a culpa pela crise energética. ‘‘Nosso objetivo é propor um plano emergencial’’.’’
O ministro classificou como ‘‘levianas’’ as declarações do ex-ministro de Minas e Energia Rodolpho Tourinho de que tanto ele, quanto o presidente Fernando Henrique Cardoso, já sabiam da gravidade do problema de oferta de energia. Ele excluiu totalmente a possibilidade de não haver cortes.

mockup