Os escritórios centrais dos bancos americanos Boston e Citibank em Buenos Aires continuaram sendo fiscalizados ontem por ordem da Justiça Federal argentina, que investiga denúncias de uma fuga multimilionária de capitais para o exterior, afirmaram as agências de notícias locais.
Homens da Polícia Federal continuavam nas duas entidades numa operação que começou na quarta-feira à noite e que numa primeira etapa abrangeu o banco britânico HSBC, o espanhol BBVA, Banco Francês e a companhia aérea americana American Airlines.
O subcomissário Guillermo Calviño, que participa da operação, afirmou que nas sedes bancárias se busca ‘‘todo tipo de documentação’’, vinculada com suposta fuga de capitais, segundo as agências.
Na quinta-feira, o procedimento se estendeu aos escritórios do Citibank, Boston, Galicia (privado nacional) e Rio (capitais espanholas). Os chamados, feitos pelo juiz federal Norberto Oyarbide, também incluíram os aeroportos de Ezeiza (internacional), Metropolitano e outros menores.
O dinheiro teria sido levado ao aeroporto internacional de Ezeiza em caminhões de carga, onde teriam saído do país, segundo denúncias investigadas. Oyarbide garantiu na manhã de ontem, em declarações no rádio, que continua tomando medidas para determinar a veracidade das denúncias.
O juiz investiga uma suposta fuga de capitais que chegaria a US$ 26 bilhões antes do governo radical do ex-presidente Fernando de la Rúa (1999-2001), que renunciou no dia 20 de dezembro devido à revolta popular com o decreto do ‘‘corralito’’, congelamento dos depósitos bancários.

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